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Entenda o que influencia no processo de precificação do milho

precificacao milho

Para falarmos sobre milho, primeiro devemos entender como é formado o seu preço. Existem três variáveis que são responsáveis pela oscilação das cotações do milho no mercado. A cotação da bolsa de Chicago (CBOT), o prêmio e a taxa de câmbio (R$/US$).

O Brasil adota o modelo de câmbio flutuante, porém nos últimos anos acabou por intervir diversas vezes na cotação através dos swaps cambiais, operação que equivale à venda futura de dólares e teria a função de evitar a volatilidade. Outro fator que influencia diretamente a oscilação da moeda são os eventos políticos que temos visto ultimamente como operação lava jato, delação da JBS, prisão do Lula, entre outros.  

Já o preço na bolsa de Chicago se encontravam perto dos picos de baixa dos últimos cinco anos de setembro de 2014 e agosto de 2016, mas acabou se recuperando após o último relatório de oferta e demanda do departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA), mesmo que os números não tenham sido positivos para o complexo já que foram revistas a produção e produtividade para cima e consequente aumento nos estoques americanos e mundiais.

A queda de preço de 2016 até hoje, fez com que os produtores revissem a área de milho a ser plantada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Nas terras estadunidenses o gap entre as lavouras de soja e milho foi diminuído na safra de 2017 e para esse ano é esperado que a área a ser cultivada pela oleaginosa ultrapasse a do cereal. ‘

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No Rio Grande do Sul, essa diminuição no preço fez com que a área plantada caísse aceleradamente pelo fato de o nosso milho estar caro no mercado internacional, por conta do preço pago pelas fábricas estar alto. Fazendo com que a participação das multinacionais fosse reduzida esse ano. Segundo a Emater, os produtores já colheram 22% no estado até o fim de janeiro e as lavouras encontram-se em bom estado e apresentaram boa produtividade.

Quanto a projeção de preços para os próximos meses, é interessante ficar atento aos nossos estoques, pois há uma divergência entre o consumo interno em que a CONAB utiliza 56 milhões de toneladas contra 60,5 milhões de toneladas utilizados pelo USDA. Essa diferença faz com que tenhamos uma grande diferença no estoque de passagem. Sendo assim, acredita-se que nosso estoque ficará apertado nos próximos meses até a entrada do milho safrinha no mercado, possibilitando melhores negócios à curto prazo.